AIDS: retire suas dúvidas

Segundo o Ministério da Saúde (MS), entre os anos de 2006 e 2015, houve um aumento de 187,5% nos casos de HIV em homens brasileiros de 15 a 19 anos; um aumento de 108,2% nos homens de 20 a 24 anos e um aumento de 27,5% nos homens com mais de 60 anos, ou seja, o aumento das taxas ocorreu em praticamente TODAS as faixas etárias.

 

A AIDS é uma doença crônica que afeta o “sistema de defesa” do nosso corpo. Como assim?

O nosso corpo possui um sistema de defesa que combate os microorganismos (vírus, bactérias) que tentam nos deixar doentes (como se fosse um “exército”, sempre combatendo os “invasores” do nosso território). Esse sistema de defesa é chamado de sistema imune.

O vírus do HIV, que é o causador da AIDS, é um vírus que consegue, aos poucos, derrotar esse nosso exército, causando a chamada imunodeficiência, ou seja, deixando nosso exército cada vez mais fraco e incapaz de combater os vírus e bactérias que combatia antes. Com o passar do tempo, o HIV nos deixa tão fracos que acabamos por ficar doentes quase o tempo todo. Isso pode nos levar à morte.

 

Seguem algumas questões sobre a doença:

 

Qual a diferença entre HIV e AIDS?

HIV é o vírus que causa a doença chamada AIDS ou SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

 

É verdade que somente homossexuais adquirem a doença?

NÃO. Homens, mulheres e crianças podem adquirir a doença, independentemente de sua orientação sexual.

 

É verdade que beijo na boca, abraço e aperto de mão transmitem a doença?

NÃO! O HIV é transmitido por:

– Relação sexual (sexo oral, vaginal e anal);

– De mãe para filho, durante a gravidez, parto ou amamentação (mães HIV-positivo não devem amamentar seus bebês);

– Transfusão de sangue contaminado (condições sanitárias inadequadas);

– Compartilhamento de agulhas em usuários de drogas injetáveis.

 

Dividir utensílios como garfo, faca, toalhas e roupas com alguém HIV-positivo transmite a doença?

NÃO. A única forma de transmitir a doença nesses casos é se o utensílio em questão estiver contaminado com sangue ou sêmen do indivíduo HIV-positivo.

 

Sou mulher HIV-positivo e desejo engravidar, é possível?

SIM. Em unidades de atendimento especializadas, a mãe que possui HIV pode gerar um filho sem transmitir o vírus ao bebê, mas isso exige tratamento e acompanhamento adequados com infectologista e ginecologista.

 

A AIDS tem cura?

NÃO. Embora haja muita pesquisa em torno do assunto, ainda não existe cura para a AIDS.

 

A AIDS tem tratamento?

SIM. A doença tem tratamento e, no Brasil, o tratamento é totalmente gratuito, fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Quanto tempo dura o tratamento?

Os remédios devem ser tomados todos os dias, durante a vida toda. Caso contrário, o vírus volta a se reproduzir no organismo e a doença se agrava, podendo levar ao óbito.

 

Os remédios para tratar a doença causam muitos efeitos colaterais?

NÃO. Mesmo que haja algum efeito indesejado, hoje em dia existem várias opções de remédios contra o HIV e o paciente pode solicitar a troca de um medicamento por outro em caso de efeito colateral importante. Por isso, a importância de manter um acompanhamento médico regular com o infectologista.

 

Descobri que tenho HIV, o que fazer?

Em primeiro lugar, avisar seu parceiro (a) sexual para que faça o teste também. Em seguida, comparecer a um posto de saúde e solicitar encaminhamento para o especialista e iniciar seu tratamento.

 

Qual o médico especialista em AIDS?

O infectologista é o médico que acompanha os pacientes com AIDS.

 

COMO PREVENIR??

A maneira mais simples e barata de prevenir a transmissão do HIV é o uso de “camisinha” (preservativo) durante as relações sexuais (inclusive durante o sexo oral). O governo federal fornece preservativos de graça pelo SUS.

Lembre-se de não armazenar a camisinha em locais muito quentes ou expostos ao Sol, pois isso pode estragá-la. Além disso, verifique a data de vencimento do preservativo antes de utilizá-lo.

 

Sou casado (a) há muitos anos e minhas relações sexuais são sem camisinha, corro riscos?

SIM. O ideal é manter o uso da camisinha mesmo com parceiros exclusivos. Se o casal optar por não utilizar camisinha, é necessária uma conversa séria entre os dois, em que os mesmos se comprometam a utilizar camisinha caso tenham relações extraconjugais.

 

Importante também fazer o teste do HIV (disponível nos postos de saúde em todo o país) ANTES de optar pelo não uso da camisinha, para ter certeza de que o casal não corre riscos de transmitir o vírus um ao outro.

 

 

Orientações do MS sobre como utilizar a camisinha:

ATENÇÃO: as camisinhas são vendidas em diversos tamanhos, escolha a que se adapte melhor ao seu pênis!! Uma camisinha muito larga ou muito apertada, além de incomodar na hora do sexo, pode não proteger adequadamente contra o HIV e todas as outras infecções sexualmente transmissíveis.

 

1- Abra a embalagem da camisinha com cuidado, nunca com os dentes, para não danificá-la;

 

2- Coloque-a no pênis somente quando este estiver ereto;

 

3- Pressione a extremidade da camisinha entre os dedos para que não entre ar;

 

4- Com a outra mão, desenrole a camisinha até a base do pênis;

 

5- Somente após desenrolar toda a camisinha no pênis, solte a extremidade pressionada entre os dedos.


6- Após a ejaculação, retire a camisinha do pênis ainda ereto, amarre-a e jogue-a no lixo (não no vaso sanitário).         

                                                              

 

7- NUNCA utilize a mesma camisinha mais de uma vez!

8- NUNCA utilize duas camisinhas ao mesmo tempo, pois isso facilita o rompimento das mesmas!

9- Observe a data de validade da camisinha. NUNCA a utilize se estiver vencida!

 

Autoria: Tayná

Fonte: Ministério da Saúde

Imagens: Internet

Maio/2020