#COMPapo: Para que ninguém fique “Rindo sozinho”

Entrevista com o diretor do documentário que retrata comediantes durante a quarentena e vislumbra possíveis alternativas para o stand up no Brasil.

Você é daqueles que gosta de comédia? Vê vídeo de stand up no Youtube? Curte a ideia de ir a um show ao vivo? Então, essa notícia é para você, mas não só…

Em 30 de junho de 2020, estreou o documentário “Rindo sozinho: o futuro do stand up pós isolamento”, cuja ideia é nos mostrar como o cenário da comédia stand up no Brasil está sendo afetado pelo Covid-19, que colocou boa parte de nós em isolamento social.

Nesse caso, sabemos que, com a pandemia, os teatros foram os primeiros a fechar e, provavelmente, serão os últimos a abrir. Mas não só os comediantes que foram obrigados a ir para casa, toda uma cadeia produtiva da comédia, que participava por de trás das câmeras, também está sendo afetada, inclusive, as próprias casas de show.

Pensando nisso, Victor Ahmar lançou o documentário, justamente, com o intuito de ajudar especificamente esta classe artística. Reunindo um time variado de comediantes, famosos e estreantes, homens e mulheres, de várias regiões do país, Victor nos apresenta, entre notícias e muitos depoimentos, como se encontram os profissionais da comédia, nesse momento.

A identificação e empatia não são difíceis de ser aplicadas neste caso. Afinal, aquilo de que eles mais sentem falta – interação, “calor humano” e risadas – faz bem a cada um de nós! Aliás, é se nutrindo do trabalho deles online, que muitas pessoas têm conseguido passar um pouco melhor por este período de distanciamento social, incerteza, doença e até luto.

Mas Victor faz mais… O documentário está disponível em seu canal do Youtube e metade da monetização é destinada àqueles comediantes e às casas que estão necessitando de auxílio. Portanto, se você prestigiar o documentário, já estará contribuindo.

Além disso, mostra-nos outras formas de ajudar, dando a visibilidade a ações solidárias como o “Salve um Comedy”, na qual você compra antecipadamente, com desconto, ingressos para um show de grandes comediantes, que será realizado quando as casas reabrirem, e eles doam o cachê agora para colegas que estão precisando. Colaboram nessa ideia, entre outros artistas, os comediantes paranaenses – Afonso Padilha, Bruna Louise, Diogo Portugal, Kedny Silva, Marco Zenni, Alorino e Fernando Borghi – e a casa curitibana Curitiba Comedy Club.

Revela também iniciativas criativas, como o “Claq!”, organizado pelo POA Comedy Club, que consiste da venda de ingressos digitais, no qual a plateia fica conectada, interagindo entre si, vendo e sendo vista, durante o show, pelo comediante, já sua imagem aparece em uma tela gigante possibilitando, assim, uma interação simultânea com a comédia feita à distância.

Desse modo, se, antes, o pessoal do stand up se popularizava e incrementava seus shows ao vivo, através da divulgação de conteúdo na Internet, hoje, a saída virtual parece ser a única para tentar se manter ativo e vislumbrar uma possível volta aos palcos. “Não tenho certeza de que a comédia vai voltar a ser da forma que era”, diz Rafinha Bastos. De fato, há que se reinventar e ousar encontrar outras formas de fazer comédia.

Victor Ahmar conversará conosco em live do #COMPapo, , iniciativa do curso de licenciatura em Computação, do campus de Jandaia do Sul.

Uma excelente oportunidade para saber mais sobre o documentário, sua produção e repercussão, sobre as diferentes saídas encontradas pelos comediantes e a relação que se estabeleceu e, agora se fortalece, do stand up brasileiro com as redes sociais e a tecnologia.

A conversa está marcada para 13 de agosto às 20h, no Instagram do curso (@ufpr_lc).

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