Por que se fala tanto em câncer de mama?

 

De todos os casos de câncer diagnosticados em mulheres anualmente, 25% são de mama! Você não entendeu errado: o câncer de mama representa, sozinho, ¼ de todos os casos de câncer em mulheres!

Com exceção do câncer de pele não melanoma, o de mama é, “de longe”, o mais comum no público feminino. Também é o primeiro no ranking de mortalidade por câncer em mulheres.

No Brasil, a região Sul é a que apresenta o maior número de casos.

Importante lembrar que esse câncer também acomete homens, porém muito mais raramente do que mulheres.

 

Fatores de risco

Fatores de risco são situações – inatas ou adquiridas durante a vida – que facilitam a instalação de determinada doença. Para o câncer de mama temos como fatores de risco:

– Sexo feminino;

– Idade: o risco aumenta a partir dos 40 anos;

– Idade precoce da primeira menstruação (antes dos 12 anos);

– “Entrada” tardia na menopausa (após 55 anos);

– Mulheres que não tiveram filhos ou tiveram a primeira gravidez após os 30 anos;

– Histórico de parente de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos;

– Histórico de parente de primeiro grau com câncer de ovário;

– Histórico familiar de homem com câncer de mama;

– Mulheres que receberam terapia de reposição hormonal por mais de 5 anos;

– Obesidade;

– Alcoolismo;

*Obs: parentes de primeiro grau = pais, irmãos e filhos

 

O que protege contra o câncer de mama?

Existem fatores que comprovadamente reduzem a chance de um indivíduo desenvolver câncer de mama. São eles:

• Manter-se no peso ideal, especialmente após a menopausa;

• Praticar atividade física;

• Alimentar-se de forma saudável;

• Evitar consumo de bebidas alcoólicas;

• Amamentar o máximo de tempo possível;

 

Sintomas do câncer de mama

Geralmente o câncer de mama apresenta como único sintoma um nódulo (caroço) endurecido e indolor em algum lugar da mama. Mais raramente, pode ocorrer saída de um líquido parecido com água pelos mamilos. Algumas vezes não se percebe alteração nas mamas, mas pode se notar o aparecimento de “ínguas” na região das axilas e do pescoço.

 

É recomendável que a mulher “conheça a sua mama”. Caso note algo diferente nelas, especialmente as alterações supracitadas (caroço, saída de líquidos e “ínguas”), é de bom tom que consulte um médico para investigar e tirar suas dúvidas.

 

O que é rastreamento do câncer de mama?

Rastreamento nada mais é do que submeter uma população aparentemente saudável a um exame que possa verificar a presença de lesões potencialmente malignas. Em outras palavras, é uma tentativa de diagnosticar tumores em fases iniciais, quando as chances de cura são muito maiores. No caso do câncer de mama, o exame de escolha para o rastreamento é a mamografia.

 

O que é e qual a vantagem de se fazer a mamografia?

A mamografia nada mais é do que um raio-X específico das mamas. É recomendada pelo Ministério da Saúde (MS) para mulheres entre 50 e 69 anos de idade, a cada dois anos.

A grande vantagem da mamografia é poder identificar o tumor quando ele ainda é pequeno, não palpável pela mulher ou pelo médico durante o exame clínico. Isso significa que o diagnóstico é feito mais precocemente e os níveis de mortalidade caem, pois o tratamento é logo instituído e ainda não houve tempo de ocorrer metástases (quando o tumor espalha-se por outras partes do corpo).

Lembre-se de que você pode fazer esse exame gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.

 

Tratamento

Podem ser feitos: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, a depender do caso. O tratamento do câncer de mama também está disponível gratuitamente pelo SUS.

 

Autoria: Tayná

Fontes:

Instituto Nacional de Câncer

Ministério da Saúde

Imagem: Internet

Julho/2020